Carlos Augusto

Este blog tem por finalidade apresentar os trabalhos acadêmicos do curso Introdução ao Jornalismo 2.0

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A evolução da Web

Posted by carlosaugustokn em maio 7, 2009

Internet  x  Web

É muito comum a confusão entre os termos Internet e WWW (World Wide Web). A primeira foi lançada na década de 1960 e tinha por objetivo interconectar os computadores domésticos em uma rede independente do sistema militar oficial de comunicações dos Estados Unidos. Desta forma, em caso de guerra o serviço de comunicação poderia continuar ativo através da rede de dados dos civis.

A palavra Internet é definida como: conjunto de redes de computadores ligadas entre si por roteadores e gateways (dispositivo ou programa que permite a ligação entre redes que utilizam protocolos de comunicação diferentes, compatibilizando-os). Dentro da Internet funcionam diversos serviços como correio eletrônico, salas de bate-papo (chats), página de Web, também transitam dados e voz. Para realizar este trafego, ela utiliza o sistema TCP/IP – (Transmission Control Protocol/Internet Protocol) traduzido como: Protocolo de Controle de Transmissão/Protocolo de Internet.

Web 1.0, o início

A Word Wide Web (Rede de Alcance Mundial) surgiu em 1989. Tim Berners-Lee, físico inglês, pesquisador do CERN (Laboratório de partículas físicas, localizado nos arredores de Genebra), apresentou estudo que definia um modelo para a gestão da informação. Neste trabalho ele defendia a tese de uma rede mundial de computadores conectada por hiperlinks, ligações para outras páginas de Web, baseadas na Internet. Estas ligações seriam realizadas a partir de textos, imagens e áudio.

Seguindo com os estudos, em 1991, Berners-Lee, apresentava as ferramentas necessárias para o funcionamento da rede, criando: o protocolo HTTP (Hyper Text Transfer Protocol), a linguagem HTML (Hyper Text Markup Language), o primeiro software de servidor HTTP, o primeiro navegador (chamado Word Wide Web) e as primeiras páginas da Web (blocos de textos contendo links), que buscavam explicar o funcionamento da própria WWW.

Estas duas características, leitura e ligação a outras páginas, marcam o conceito fundamental da WEB 1.0. Não existindo qualquer tipo de interação com o leitor/usuário, que passa a ser mero receptador da informação apresentada. Outra característica é que o internauta paga pelos programas que utiliza e para que funcionem, devem ser instalados em um computador pessoal (PC).

As páginas da Web são estáticas, sem dinamismo ou interação. O modelo de indexação e hierarquia segue o conceito de Taxonomia (os dados são indexados por categorias e subcategorias, similar a estrutura de pastas do PC). Mas, estes fatores não impediram o crescimento exponencial, da rede, que pouco a pouco foi sendo implantada por todo o planeta. Exemplo emblemático deste período é a emprasa AOL (America Online), além dos sítios de instituições, empresas e pessoas físicas. Páginas da Web onde constam apenas as principais informações e um resumido formulário para envio de mensagens, sem que haja maior interação.

Web 2.0, a evolução

Neste processo de expansão da Web, surgiu a NASDAQ, a bolsa de valores das empresas pontocom. Em 2000, devido a elevado movimento especulativo e baixos resultados financeiros, várias empresas da Web com ações na bolsa fecharam, deste processo surgem novas empresas pontocom, que possuíam características bem distintas das anteriores. Tim O’Reilly emprega o termo Web 2.0 para definir este renovado modelo de Web/negócio.

O mais notável protagonista deste novo formato de negócio/comunicação é o leitor/usuário, que passa a interagir com a Internet, sendo o principal alimentador de informação/conteúdo. Um exemplo a ser destacado na Web 2.0 é o sítio Wikipédia, um enciclopédia baseada no ciberespaço produzida a partir do conhecimento individual do leitor/usuário, que vai se tornar o conhecimento coletivo da comunidade que acessa o serviço. Nenhuma enciclopédia tradicional está sendo capaz de superar em volume e rapidez, o conteúdo produzido pelo Internauta e distribuído pela Wikipédia.

A principal característica da Web 2.0 é a interação com o usuário e com os diversos sítios existentes. O conteúdo de um site pode ser distribuído e re-inserido em outras páginas, este processo é denominado de Mashup (conteúdos de terceiros), que utiliza ferramentas computacionais como: RSS, Atom, XML, Widgets, API’s,  JavaScript, dentro outras. O próprio site pode ser personalizado pelo internauta, modificando diversas configurações como layout e tipos de assuntos a serem visualizados. Surgem as redes sociais a exemplo do Orkut e mais recentemente o Twitter. O leitor/usuário que pagava para ter programas instalados em seu computador passa a contar com softwares gratuitos que rodam diretamente na Internet, é a computação nas nuvens (Could Computing). A Internet deixa de ser tratada como rede e passa a ser uma plataforma.

O conceito de convergência tecnológica atinge novo patamar. As páginas da Web passam a hospedar em um mesmo espaço: vídeos, áudios, imagens, texto e espaço para comentários. O internauta passa a interagi, recepcionado, comentando e postando conteúdos multimeios, que podem ser visualizados e redistribuídos instantaneamente, inclusive pra outros dispositivos, como os telefones celulares. O sistema passa a ser indexado obedecendo ao conceito de Folksonomia (conteúdos classificados a partir de palavras chaves, que criam relacionamentos diretos).

Bilhões de páginas e usuários

Com a criação gratuita de blogs (diários pessoais) e das redes sociais, a Web cresceu e passou a ter bilhões de páginas e internautas. Neste ambiente, como organizar e encontrar conteúdos de acordo com a necessidade de cada um? A resposta surge com os programas de pesquisa de páginas, ou buscadores. Neste contexto a estrela mais reluzente é a Google. O sistema algorítmico adotado pela corporação permite realizar pesquisas com eficiência e precisão.

O próprio internauta define que páginas são importantes, através da audiência (número de acessos que recebem), volume de comentários, downloads e uploads. Outra ferramenta de indexação usada pelos buscadores são as tags (etiquetas), que podem ser inseridas nos sítios através da ferramenta Nuvens de Tags, desta forma os buscadores identificam com maior facilidade e precisão os assuntos pesquisados pelos internautas.

Web 3.0, o próximo passo

Tim Berners-Lee atualmente trabalha no MIT (Massachusetts Institute of Technology, EUA), o inventor da Web retorna a cena desenvolvendo o novo funcionamento da rede, conceituando a Web 3.0. Na essência seria a criação de um sistema capaz de compreender os desejos do internauta realizando uma busca que resulte na disponibilização automática e precisa do conteúdo.

Berners-Lee lidera o grupo cientistas denominado W3C. Eles pesquisam novas tecnologias que possam ser usadas de modo padronizado, com o objetivo de “construir uma Internet inteligente, administrada por sistemas que saibam ler e escrever”.

Para alguns estudiosos a Web 3.0 já esta em funcionamento. Certas páginas a exemplo do Jost e do Radar Networks são capazes de compreender semanticamente as palavras digitadas na pesquisa e a partir de dados coletados na própria rede construir um perfil de usuário, resultando em informações que levam em consideração as preferências pessoais dele. Para outros, o futuro está um pouco mais distante e deve demorar cerca de 10 anos pra se tornar concreto.

Bibliografia

Disponível em: <http://www.oficinadanet.com.br/artigo/923/computacao_nas_nuvens>. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Nuvem_de_Tags>. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Tag_(metadata) >. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Disponível em: <http://www.bloggersphera.com/2009/02/nuvem-de-tags-manual.html>. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Disponível em: <http://www.pblog.com.br/2007/09/26/widget-para-a>. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_2.0 >. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Disponível em: <http://br.tecnologia.yahoo.com/060307/52/12hrh.html>. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Disponível em: <http://informatica.hsw.uol.com.br/web-10.htm>. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u21656.shtml>. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Disponível em: <http://www.carreirasolo.org/archives/voce_sabe_o_que_e_we.html>. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20173.shtml>. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Disponível em: <http://www.revolucao.etc.br/archives/web-20-nao-significa-nada-me-desculpe/>. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Disponível em: <http://webinsider.uol.com.br/index.php/2005/12/07/web-20-a-nova-internet-e-uma-plataforma/>. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20173.shtml>. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Mashup>. Acesso em 6 de mai. de 2009.

Autor
Carlos Augusto Oliveira da Silva, jornalista

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